"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto." ( Caio F. )
terça-feira, 30 de abril de 2013
little talks
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Carta para o amigo que está longe (ou Existe amor em SP)
Por acaso estava ouvindo aquele texto "Filtro Solar", da cronista Mary Schmich, na voz do Pedro Bial. Uma das partes que mais gosto é quando ele diz: "Entenda que amigos vão e vêm, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade pra diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida. Porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem." De fato, nunca abro mão dos meus poucos, porém ótimos amigos. Andei pensando muito nessas coisas desde que a gente falou sobre saudade. Não sei se já aconteceu com você, mas às vezes sinto como se algumas pessoas me escapassem por entre os dedos... Detesto essa sensação. Felizmente, não é que acontece com relação a você.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Um ano depois ...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Do (meu) medo.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Tempo de fazer planos
(Trechos da carta de Caio Fernando Abreu para Vera Antoun)
http://caiofabreu.blogspot.com/2010/09/vera-antoun_3384.html
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Perdi as contas de quantas vezes abri a caixa de "nova postagem" e comecei a escrever uma, duas ou três frases; apaguei e deixei pra lá. Não escrevo mais mesmo tanto quanto antes, nem aqui nem em outro lugar qualquer. Mas têm dias em que é impossível fugir, deixar pra depois. Até porque Caio Fernando Abreu sempre ajuda, decifra todos os sentimentos ao pé da letra.
E, bem, tenho estado assim: de coração tranqüilo.
É tempo de fazer planos, de desejar todos os dias se mudar pra outro Estado ontem; sentir saudade do que ainda não chegou e do que ainda não passou; de quem ainda não veio e de quem veio mas ainda não foi; de desejar que chova e faça frio; de ótimas leituras; de reencontros que podem durar pra sempre ... E sobre cada uma dessas coisas eu, certamente, ainda terei muito o que escrever - e sentir.
'Smile below each nose and above each chin.'
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Sobre meu primo, as nuvens e o Universo ao redor.
Quando era criança eu e meu primo éramos muito próximos. Lembro de assistirmos Cavaleiros do Zodíaco na casa dos meus tios e brincarmos na casa de nossos avós. Eu era fã de tudo o que ele fazia e me sentia orgulhosa de nossas características em comum: covinha na bochecha apenas de um lado e uma forma estranha e errada de segurar lápis e canetas.
Mas, acredito que pelo menos uma pequena parte de nós corresponde àquelas crianças que corriam pela casa dos avós nos finais de semana de muitos anos atrás. Acredito que ele ainda tenha algo daquele menino que dividiu comigo sua descoberta num dia triste de céu claro: “olha, as nuvens andam!”. E acredito que eu ainda seja, em parte, aquela mesma menina que por um instante, dois ou mais olhou para o céu sobre si e percebeu que era verdade. De fato foi a partir daquele momento que eu soube observar melhor as coisas, que eu soube que era preciso calma e paciência, pois meu primo me disse que só seria capaz de perceber se prestasse bastante atenção.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Re-amar
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Pra dizer alguma coisa .
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Para Janeiro .
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Das tormentas .
Acontece que pelo caminho a gente encontra coisas tão bonitas que não percebemos o esforço, mas uma hora ou outra ele se faz perceber. E isso não significa que as coisas bonitas já não mais sejam vistas, mas que ainda com elas o corpo está pesado, cansado.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ou um surfista elegante de sociedade
Se você sentir que está ventando demais e não tiver agradável
O vento que estava tão bom
Então lembre-se de mim
Com minha hipocrisia
Um amor como o nosso está fadado a acabar
E eu já não tenho mais fôlego pra soprar a fogueira
Você parece barata tonta, envenenada por Rodox
E teu barato já tá muito descoordenado
E desse jeito não vai dar
Então se você vir um tarado na escada
Lembre-se de mim
Um vira-lata emocionado
Lembre-se de mim
Lembre-se de nós e a nuven alaranjada
Lembre-se de nosso amor
Com as decisões que tomamos juntos
Das nossas músicas malucas
E esse talento de tomar a cena de assalto
Pagamos o preço, por não sermos medíocres
Lembre-se disso quando for falar mal de mim
Lembre-se da nuven e da luz
Alaranjada no lustre do quarto
( Cazuza )
sábado, 31 de outubro de 2009
Da Confiança .
s.f. Esperança firme em alguém, em alguma coisa: ter confiança no futuro. / Sentimento de segurança, de certeza, tranqüilidade, sossego daquele que confia na probidade de alguém: perder a confiança do chefe. / Segurança: não ter confiança em si. / Crédito: homem de confiança. // Dar confiança, dar importância a alguém, permitir intimidade. // Voto de confiança, no regime parlamentar, aprovação dada à política do governo pela maioria do Parlamento.
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'Perto de ti dança minha alma desarmada.' Essa frase - já posta aqui antes - é o que melhor define confiança para mim. Acho que é exatamente isso: baixar a guarda, deixar de lado o modo absolutamente racional para que o inconsciente tome seu lugar. Algo raro, ainda mais nos dias de hoje.
Mas, a cada vez que nos reencontramos sinto exatamente isso. Minha alma dançando levemente pelo espaço entre nós, livre de qualquer preceito, julgamento e coerência. Parece que, de alguma forma, eu abandono esse mundo para estar durante algum tempo num universo pararelo que só serve para duas pessoas. As regras são apenas nossas e nada disso é aparente para mais alguém. Os que olham de fora talvez nos vejam bobos que não somos.
Sensação rara de familiaridade, casa, aconchego, segurança, paz. Tudo o que me faz querer sempre estar por perto.
Uma razão para que a saudade esteja sempre presente, ainda que apenas dois dias tenham passado desde a última vez.
domingo, 25 de outubro de 2009
Linger ( The Cranberries )
If you, if you could return, don't let it burn, don't let it fade.
I'm sure I'm not being rude, but it's just your attitude,
I swore, I swore I would be true, and honey, so did you.
But I'm in so deep.
Oh, I thought the world of you.
But I'm in so deep.
And I'm in so deep.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Just for you .
Você disse logo que me viu que eu estava diferente, que tinha alguma coisa errada. Algumas pessoas realmente conseguem olhar nos nossos olhos e enxergar para muito além das cores. Ou talvez, consigam mesmo enxergar as cores de verdade. Você fez isso de um jeito tão doce que me deixou mais leve. Por mais que eu não pudesse e não quisesse te contar tudo o que anda acontecendo você soube dizer tudo o que eu venho dizendo a mim nesses últimos dias.
Você respeita meu silêncio como poucos conseguem respeitar. Nem todo mundo sabe que o silêncio não é sempre falta do que dizer, e sim excesso de palavras ainda não ditas. Nó na garganta.
E eu só queria te contar agora que tudo melhorou desde que você passou por aqui, que esses dias foram mais calmos, que eu consegui sorrir mais e me apaixonar pelas coisas de novo. De um jeito mais manso, em doses pequenas.
Cai uma chuva por aqui que não se cansa, ainda ontem ficamos horas no trânsito. Tempo disponível para (não) pensar nas coisas, para ouvir músicas, para trocar palavras.
Gosto assim: chuva, frio, filme, café.
Poderia ter ligado pra te dizer essas coisas, mas sei que mais tarde você liga. E gosto de palavras, cartas, coisas assim, escritas, você sabe.
Meu afeto, muitos beijos.
domingo, 27 de setembro de 2009
Pra dizer adeus
... ainda falta arrumar as malas. e tem sido assim há tempos. e ele não faz idéia, não sabe o que me falta, o que me sobra. não sabe que nesses dias, nessas horas penso que talvez seja melhor sossegar as malas, sossegar as mudanças. não sabe do medo.
... ainda restam alguns comprimidos que fazem a dor de cabeça ser menos cruel. faltam comprimidos para o frio na barriga, o aperto no coração, o nó na garganta.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Para uma avenca partindo .
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Amor e deserto .
Balada de Agosto
Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras que não digo
Mesmo na luz não há quem possa se esconder do escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha nos teus olhos
( Fagner e Zeca Baleiro )
domingo, 30 de agosto de 2009
Um sonho .
( Caio Fernando Abreu )
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Fluidez .
' A água flui, vai para a frente. Isto também vai passar. Mas não compreendo. Então um lado meu pensa: é sina, é fado, é destino, é maldição. Outro lado pensa: não, é mera neurose, de alguma forma sutil devo construir elaboradamente essa rejeição. Crio a situação, e ouço um não. Desta vez, eu tinha tanta certeza. E penso: os deuses me traíram, os búzios me atraiçoaram, as cartas me mentiram. '
( Caio Fernando Abreu )
domingo, 23 de agosto de 2009
Que seja doce .
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar (...)’
( Marcelo Camelo )
A Despedida.